Qual a propaganda mais confiável?

O instituto Nielsen realizou um estudo sobre as formas mais confiáveis de publicidade online, com resultados interessantes. Cerca de 90% dos entrevistados revelaram que a forma mais confiável de publicidade é a opinião de conhecidos, enquanto 70% acreditam em opiniões na web. Aqui aparece um dado importante: a confiança nos sites oficiais das marcas também ganhou a confiança de 70% dos entrevistados. A pesquisa também indica que o país que mais acredita na opinião de usuários da internet é o Vietnã, enquanto os países latino-americanos confiam mais nos patrocínios esportivos (Colômbia e Venezuela com 81% e Brasil com 79%). Estes números apontam a necessidade de focos diferenciados para países diferentes. Os pitaqueiros agora vão debater a maneira com que esses números afetam a publicidade mundial e até que ponto a comunicação pode avançar sem comprometer as marcas. Bom pitaco!

Veja o PDF com a pesquisa original aqui.

Pitaco do Wagner:
A grande jogada da confiança é a referência. Acreditamos em quem conhecemos. É inegável. Quem nunca optou por uma determinada grife ou produto após ouvir um comentário positivo de algum amigo? No mundo 2.0, a web é o eco da sociedade e o consumidor vai pela maioria. Já trabalhei na divulgação de pesquisas sobre credibilidade de marcas com abrangência mundial e os resultados variam muito pouco de país para país. Vale aqui o velho mas atual ditado: “A voz do povo é a voz de Deus”.

Pitaco da Aline:
Essa pesquisa faz muito sentido. Brasil é o país do futebol, como não acreditar nos patrocínios esportivos?
E sem sombra de dúvida, eu confio em quem conheço, pois há a credibilidade (e a possibilidade de xingar caso a recomendação tenha sido um lixo).

Pitaco do André:

Eu tenho um hábito diferente. Normalmente eu pesquiso com amigos e depois vou pra internet conferir se a opinião deles bate com a de outras pessoas. Se isso acontece, ótimo, eu compro. Quando as opiniões divergem, eu faço uma pesquisa mais detalhada sobre o produto em questão e depois vejo o que tem mais peso. Sempre que posso, vejo fotos ou vou até uma loja física para experimentar o produto. Este é o melhor hábito possível e eu o realizo sempre que possível. Só acho engraçado que os brasileiros não apareçam nesse dado, ficando apenas no patrocínio esportivo. Agora, uma coisa é certa: foco na publicidade é tudo, né? Simplesmente não dá pra comparar brasileiro com vietnamita, ainda mais quando não combinamos nem com os vizinhos argentinos :D

Pitaco do Gustavo:
Os websites não morreram!  Ao contrário do que muitas pessoas andam dizendo, eles estão mais firmes do que nunca e são a melhor forma de uma marca construir credibilidade na rede.

Este, para mim, é o principal resultado da pesquisa.  Que as pessoas têm grande confiança no que as outras dizem, principalmente daquelas que conhecem, não há dúvidas.  Somos, desde sempre, inconscientemente induzidos pela opinião alheia.  E os publicitários sabem muito bem disso e usam depoimentos de personalidades para dar credibilidade a produtos desde que a publicidade foi inventada.

O que mudou é que agora somos milhões de pessoas dando depoimentos e dizendo nossas opiniões para que todos leiam, vejam e ouçam.  As marcas perderam o controle sobre o que é dito sobre elas.  Isso força uma mudança radical de postura.  Os departamentos de marketing e as agências vão ser obrigados a não apenas planejar, mas a monitorar e reagir.  E reagir rápido seja para aproveitar uma oportunidade, seja para amenizar crises de reputação.

Monitorar e reagir, principalmente em momentos de crise, sempre ficou a cargo das empresas especializadas em relações públicas e assessoria de imprensa, mas agora acredito que estas funções também passarão a ser preocupações das agências.  Não é por acaso que grandes grupos de comunicação possuem seus braços de relações públicas, como é o caso da Ogilvy PR.  Relações públicas e publicidade, mais do que nunca, vão ter que andar de mãos dadas.


Escrito por

Uma agência de comunicação que não tem preguiça de entender o seu negócio, nem preconceito em fazer o que deve ser feito.
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