4º Encontro de Redação Publicitária de Paraty: Alvaro Moraes

Neste artigo vou contar um pouquinho sobre a palestra de Alvaro Moraes, que fez a penúltima palestra do evento. Falando de maneira bem pessoal agora, acho que em alguns momentos da palestra ele foi um tanto quanto apocalíptico. Em alguns momento ele dá como ultrapassados meio de comunicação que, a meu ver, não foram completamente saturados. Mas vamos lá.

Segundo Alvaro, as mudanças que estão acontecendo são muito grandes e em curto espaço de tempo. Isso acabou transformando as pessoas. Hoje, além de sermos mais individualistas, estamos completamente plugados na internet e somos mais exigentes quanto àquiloque consumimos. A consequência é que esse imediatismo que vivemos gerou uma impaciência muito grande.

Dentre todas essas mudanças, ainda existe um detalhe que sempre foi o mesmo, e que inclusive ja foi tratado nas palestras anteriores: todo gostam de fazer fofoca, de contar histórias. E histórias sobre pessoas comuns. Aqui voltamos nas questões de relevância, storytelling e afins.

O meio online é, hoje, mais lido do que papel. 48% das pessoas que tem o hábito de ler jornal, também leêm coisas na internet. Mas só 5% daqueles cujo a internet é a principal fonte de informação também leêm jornal.

Nesse momento, Alvaro falou algo que eu não concordo muito. Ele basicamente falou que o celular é a mídia do momento, que a tela da televisão e do computador já estão ultrapassadas. Eu particularmente discordo. Ainda acho que temos muito o que explorar nessas duas mídias, principalmente na internet.

Logo em seguida ele disse uma frase com a qual eu concordo 100%: nossa imaginação/competência muda conforme o “container de idéias” também muda. O “container” nada mais é do que os meios de comunicação do momento. Ou seja, o talento dos criativos é, atualmente, muito mais tecnológico, sempre atenados às novidades do mercado.

Um último ponto discutido por Alvaro foi o jornalismo cidadão, em que os próprios espectadores são responsáveis em criar notícias. As coberturas feitas por cidadãos comuns são cada vez mais frequentes ao redor do mundo. O que isso significa? Que tanto a publicidade e o jornalismo estão se tornando gigantes segmentados.

Grande abraço e bons pitacos!


Escrito por

Uma agência de comunicação que não tem preguiça de entender o seu negócio, nem preconceito em fazer o que deve ser feito.
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