Caso DM9/WWF: Festivais alteram regras

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Logo após a polêmica entre agência e cliente tomar proporções globais, vários festivais de publicidade ao redor do globo começaram a mudar suas regras e rever posições quanto ao cadastro de peças fantasmas. O primeiro deles foi o One Show, que a partir de 2010 vai punir todas as agências que inscreverem comerciais não aprovados pelos clientes. A pena é de 5 anos sem participar do evento.

O mais recente foi o Festival de Cannes, que também entrou com medidas para evitar esse tipo de inscrição, já que a peça “Tsunami” foi inscrita no festival em 2009. A porta-voz de Cannes disse apenas que as mudanças estão sendo analisadas e que não serão tomadas “no calor do momento”.

Resta agora aguardar e ver até que ponto essas medidas serão cumpridas e qual o impacto delas na publicidade brasileira. Peças fantasmas são comuns no Brasil, mas também são um hábito presente em diversos países. A grande questão seria sobre o foco dessas premiações. O que deve prevalecer, a divulgação de idéias ou de resultados? Boas idéias devem ser excluídas de premiação apenas por não serem aprovadas pelo cliente?

Pitaco do Gustavo

Publicidade existe para fortalecer marcas e para vender produtos e serviços.  Peças fantasmas não fazem nada disso, portanto, na minha opinião, nem são peças publicitárias.  Peças que não são aprovadas pelos clientes não tem valor real.  Servem apenas para massagear os nossos egos de publicitário.

Boa idéia é aquela que o cliente aprova e que o cliente do cliente gosta a ponto de levá-lo a comprar o produto ou serviço anunciado.  O resto, sinto muito, é bullshit.


Escrito por

Uma agência de comunicação que não tem preguiça de entender o seu negócio, nem preconceito em fazer o que deve ser feito.
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5 pitacos em "Caso DM9/WWF: Festivais alteram regras"

  1. aline says:

    Concordo 100%.

    Responder
  2. Lucas Prata says:

    Olá, este post foi selecionado para destaque do BlogBlogs. Parabéns.
    Confira no http://www.blogblogs.com.br

    Um abraço.

    Responder
  3. Jean Felski says:

    Fala André tudo joia…
    Belo post e belo blog parabéns!

    Responder
  4. Giancarlo says:

    Em geral diretores de arte têm o ego 72,5% maior do que o talento. Isso é um dado estatístico (rsss). Massagear o ego acaba sendo mais importante do que gerar resultados e resolver os problemas de comunicação do cliente. Por isso na minha opinião as hotshops vieram pra ficar. As grandes corporações (Coca-Cola Company, por exemplo) estão ficando de saco cheio dessa política mesquinha e estão apelando para parceiros que estejam dispostos a dar o sangue pelo cliente. Por isso estão migrando pras hotshops e deixando os grandes grupos de agências na mão.

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    • Gustavo Camargo says:

      Gian, minha persepção é a mesma que a sua. Acho que, cada vez mais, grandes marcas vão procurar hotshops em busca de conceitos inovadores. Há um nítido conflito de valores na forma como organizamos a atividade de publicidade, principalmente aqui no Brasil. Se, por um lado, o grande valor do que do que as agências fazem está no planejamento e na criação, ela é remunerada pela mídia. As hotshops quebram esta lógica, quando se concentram exclusivamente no planejamento e na criação de um conceito de campanha.

      Responder

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