Zelaya em Honduras: qual o papel da imprensa?

O retorno de Zelaya a Honduras despertou opiniões muito diversas, especialmente em relação ao modo como se deu sua entrada no país e sua permanência na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Nas horas que se sucederam ao retorno de Zelaya, o governo interino do presidente Micheletti cortou o fornecimento de água, eletricidade e telefonia da embaixada brasileira e, também, o fornecimento de energia elétrica do Canal 36, rede de TV pró-Zelaya. Duas outras emissoras de rádio também se disseram ameaçadas.

Mas o ponto que queremos discutir aqui no Pitaco não é se Zelaya está certo ou não. Se o discurso de Lula na Onu é adequado ou não. O momento vale para discutirmos justamente o papel das comunicações no exercício da democracia. E porque, numa situação como esta, a mídia, que deveria ter papel crucial, acaba sendo cerceada. Aguardamos seus pitacos.


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7 pitacos em "Zelaya em Honduras: qual o papel da imprensa?"

  1. José Lara says:

    Sou a favor do asilo político concedido a Zelaya. O Brasil tem que cada vez mais ocupar este espaço de líder na América Latina.

    Nós não podemos interferir diretamente no processo político de Honduras mais devemos sim apoiar a democracia que foi duramente violada nesse golpe de estado.

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  2. José Lara says:

    Em relação ao papel da mídia, que com certeza esta sendo censurada em Honduras, deve procurar mídias alternativas como a internet para divulgar o que está acontecendo.

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  3. Wagner Faneco says:

    Para um país que se pretende integrar o Conselho de Segurança da ONU, a ação em Honduras se mostra um desastre que ameaça seriamente as intenções do Brasil, pela falta de isenção. Ponto negativo para o Itamaraty.

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  4. Leandro Felipe says:

    Wagner Faneco, em política externa não existe isenção.

    Mais… o Brasil como desde o início se colocou contra os golpistas, jamais poderia lidar de forma isenta nesse caso. Mesmo se assim, o quisesse.

    quem lida de forma isenta, é sempre aquele q busca a neutralidade, ou seja fica em cima do muro, não toma decisões. Esse não está sendo o caso do Brasil, ainda bem.

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  5. Wagner Faneco says:

    Caro Leandro Felipe,

    Concordo contigo sobre a ausência de isenção. É tão certo quanto a verdade absoluta, que não existe. Mas a aspiração brasileira, desde os tempos de FHC, de integrar o Conselho de Segurança da ONU, fica ameaçada depois que abriu a embaixada de Honduras para Zelaya. Ele estava fora do país. Desaprovar o golpe, não reconhecer o governo e oferecer-se como interlocutor na crise seriam iniciativas mais adequadas para quem aspira integrar o Conselho da ONU.
    Seria muito diferente se o líder deposto corresse risco de vida e pedisse asilo ao Brasil. Nos anos 70, a Chancelaria brasileira concedeu asilo ao Stroessner, que morreu em Brasília anos depois. Talvez você não se lembre, mas é fato.
    O Brasil não reconhece o governo golpista de Honduras. E agora? o Itamaraty vai fechar a embaixada? E o que fazer com os funcionários e o “asilado”? Entregá-lo? Estabelecer um “corredor diplomático” e repetir o que os EUA fizeram no Vietnã?
    A meu ver, a política externa brasileira está em meio a uma enrascada. Até porque a OEA foi impedida de desembarcar em Tegucigalpa. Seria o caso de uma guerra? Impensável. E o foro certo para resolver a questão é o Tribunal Internacional de Haya, na Holanda. Mas até que saia a decisão, como viverão aquelas pessoas abrigadas na embaixada?

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  6. Leandro Felipe says:

    Wagner Faneco,

    Não digo que a situação em Honduras não é complicada. É, e bastante. Porém, não acho de maneira alguma, que o Brasil tenha agido mal ao abrigar Zelaya em sua embaixada.
    Ao meu ver, ruim seria se tivesse negado o asilo. Se fosse essa a decisão, não seria nem coerente com a posição do governo brasileiro. É porém, uma questão bem delicada e tensa. Mas se o Brasil pretende tomar às rédeas das decisões políticas de maior vulto em nosso continente, tomando posições independentes… é esse o caminho. O posicionamento em relação a questões delicadas, e fundamentalmente, o protagonismo, se faz necessário a um país q pretende uma vaga tão importante como é a que o Brasil pleiteia junto ao conselho de segurança da ONU.
    O Brasil pode fazer isso, sem ter q abandonar sua tradição diplomatica pacifista. Agora, impasses, situações delicadas e tensão… são uma constante a países q não são meros espectadores e sim protagonistas.

    Um grande abraço,
    Leandro.

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  7. Wagner says:

    Caro Leandro,
    Acho que poucos regimes se recusariam a abrir as portas de sua embaixada, mas a questão é que Zelaya não pode ser tratado com asilado nem como exilado em seu território. Mas o impasse está criado e faltou na minha opinião uma ação mais estrategista do Itamaraty, do ministro das Relações Exteriores e do próprio governo brasileiro de tratar a questão de forma mais inteligente. Agora, o jeito é aguardar quais sugestões serão adotadas. Pelo que li, não há precedente no Direito Intenracional.
    forte abraço,
    Wagner

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