Pitaco na CBN #12: A melhor plataforma publicitária
Eu sempre fui um grande fã de pesquisas. Sempre fui e sempre serei. Acredito piamente que, além dos resultados expostos, a gente consegue analisar diversos outros fatores que estão implícitos nos gráficos e tabelas.
O Instituto Nielsen realizou uma pesquisa recente com mais de 25,000 entrevistados em 50 países sobre o nível de confiança no meios de propaganda. Antes de qualquer parecer, dê uma olhada no resultado:

É isso mesmo que você acabou de ver. A plataforma publicitária mais confiável sou eu, você, seus amigos e pessoas que você conhece e sempre pede opinião. Sabe aquela dúvida que surge quando você está entre dois produtos e resolver perguntar para um amigo? Este momento é o auge da confiança de um produto. Você falou ou ouviu falar de uma marca.
Agora sabe o que é mais legal ainda? Você aparece novamente em segundo lugar. Dobradinha importante, não? Mesmo quando a opinião é dita em algum blog ou site de reviews, a confiança ainda é suficientemente grande para atingir a segunda colocação.
E qual a vantagem disso tudo? Consumidor gera conteúdo, gera opinião que gera consumo. Se algo não é bom ou não respeita seu próprio público ele já nasce fadado ao fracasso. A briga pela qualidade e aceitação já começou com força total e está apenas no início.
Pitaco do Gustavo
Todo mundo é mídia! O monopólio da informação e da comunicação simplesmente desapareceu e tanto a mídia quanto as empresas precisam aprender a lidar com esta nova organização de forças.
O que sua empresa ou a empresa em que você trabalha pensa disso? Deixe aqui o seu pitaco e vamos iniciar um debate sobre o tema.






O grande galho pras agências de publicidade é “encontrar a veia” dessa comunicação. Em breve a soma de todos os veículos tradicionais gerados pela marca não vai mais alcançar a credibilidade do material gerado pelo próprio cliente.
Algumas empresas creem piamente que apenas um controle rigoroso na qualidade é capaz de gerar essa recomendação positiva de usuário para usuário, porém é evidente que não é tão simples. Uma impressão negativa é sempre repassada para o maior número de pessoas. Já uma positiva é mais particular, e precisa ser incentivada para não cair no esquecimento.
Não é apenas uma questão de criar factóides, mas sim de estabelecer um diálogo entre cliente e produto. Este é sem dúvida o futuro da comunicação de branding.
E então?
qual é nossa posição diante do fato de que as pessoas acreditam mais em cada uma delas no que no discurso massivo?
Mais campanhas?
Mário Castelar
Olá Mário,
Acho que esta é a grande questão que nós, que trabalhamos com comunicação, temos que responder.
Na minha opinião, a resposta passa por mais campanhas, sim. Nós nunca consumimos tantos produtos culturais e de entretenimento e a comunicação das empresas precisa acompanhar este ritmo. Vivemos num mundo onde a latência cultural é baixíssima e a “vida” de uma campanha é cada vez mais curta. E eu acho que é aqui que a conversa com o consumidor e o fato de todos nós sermos uma mídia faz diferença.
As campanhas devem evoluir com base na resposta das pessoas a elas. Isso é usar o buzz gerado pelas pessoas a favor da marca e já temos exemplos fantásticos de anunciantes e agências que estão conseguindo fazer isso. O caso mais recente é o da velhinha das Havaianas. A Almap soube muito bem usar o buzz. Para falar a verdade, a resposta das Havaianas foi inteligente a ponto de gerar mais buzz que, obviamente, já se refletiu nas vendas. Resumindo: com criatividade conseguimos fazer as mensagens de nossos clientes serem ainda mais fortes com o fato de todos nós sermos, potencialmente, uma mídia.
Em tempo: parabéns pela moderação do painel sobre otimização da cadeia de valor da comunicação. Foi realmente muito bom. O exemplo da Toyota é bastante pertinente e há modelos de gestão ágil voltados para a indústria do conhecimento. Nós, aqui no Grupo Accenda, utilizamos uma destas metodologias: o Scrum. Os resultados são fantásticos, tanto em ganho de produtividade quanto em resultado para os clientes.
Mario Castelar
Acho também que a solução é mesmo menos campanhas e mais diálogo.
Gustavo,
Acho que o case havaianas foi construido.
Acho também que tínhamos que topar uma discussão calma sobre outro modelo possível de pensar comunicação comercial. Sem inventar buzz, sem invadir, sem interromper e desculpe amigo, sem mentir.
abraço
Mário Castelar