Caso ENEM: a força da internet
Todos nós estamos acompanhando nos últimos dias o alvoroço causado pelo cancelamento da prova do Enem, que seria aplicada neste primeiro final de semana de outubro. A jornalista do Estadão Renata Cafardo recebeu uma ligação na última quarta-feira de uma pessoa que dizia possuir as provas este ano. O que aconteceu em seguida foi uma série de negociações e telefonemas diretamente com o ministro da Educação, na tentativa de confirmar se aquelas eram realmente as provas verdadeiras. Somente quando o relógio marcava próximo da 1 hora da manhã, depois de fechado o jornal, é que eles receberam a confirmação.
Certo. Então qual a força da internet?
A edição do Estado de S.Paulo que chegou às bancas na manhã seguinte não trazia nenhuma informação sobre o ocorrido, por decisão dos editores. A divulgação ficou apenas na internet. Em tempos de censura no jornal, chega a ser irônico tal fato. O que aconteceria se houvesse uma censura geral? Milhões de estudantes fariam uma prova fraudada. Temos agora um ponto que mostra claramente o poder da web e como a censura não é, nunca foi nem nunca será benéfica para o País.






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