Pitaco na CBN :: programa no. 09 [1:02m]:
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A Interbrand, uma das maiores consultorias do mundo em gestão e avaliação de marcas, publicou na semana passada seu ranking com as marcas mais valiosas do planeta.
Encabeçando a lista, como acontece nos últimos 10 anos, desde que o índice foi criado, está a Coca-Cola, com marca avaliada em nada menos que 68 bilhões de dólares. Em segundo e terceiro lugares estão os gigantes da tecnologia IBM e Microsoft, cujas marcas valem, segundo a Interbrand, respectivamente 60 e 56 bilhões de dólares.
Aliás, o destaque positivo neste ano de crise ficou com as empresas de tecnologia. Muitas delas tiveram valorização expressiva, como é o caso da Apple (12% de valorização), Amazon (22%) e BackBerry (7%). A maior valorização foi a do Google, cuja marca se valorizou 25%, atingindo quase 32 bilhões de dólares e a sétima posição no ranking.
Os destaques negativos ficam por conta das empresas do setor financeiro. UBS e Citi perderam, respectivamente, 50% e 49% de valor de marca, apenas neste ano. Outros grandes grupos financeiros também tiveram perdas significativas. American Express perdeu 32%, HSBC (20%), JP Morgan (11%), Goldman Sachs (10%) e Morgan Stanley (26%).
A indústria automobilística também sofreu forte queda, como não poderia deixar de ser, pois assim como a indústria financeira, estava no centro da crise. A Toyota perdeu duas posições no ranking, com um recuo de 8% no valor da sua marca. Mercedes-Benz, a segunda marca automobilística no ranking, ocupando a 11a. posição, amargou uma redução de 7%. A maior perda, porém, ficou para a Lexus, subsidiária da Toyota, com -12%, seguida de perto pela Ford, com recuo de 11%. A única marca que não sofreu recuo foi a Ferrari que manteve seu valor de marca e ainda subiu 5 posições no ranking, passando da 93a. para a 88a. marca mais valiosa.
O ranking deste ano mostra como o resultado tangível, fruto da análise do desempenho financeiro da empresa, impacta no valor da marca. E isso faz bastante sentido, não apenas porque empresas – e marcas – com resultados pouco expressivos ou com dificuldades financeiras valem menos, essencialmente, mas porque há uma relação direta entre expectativa, resultado e credibilidade.
Quando expectativas não são confirmadas, a credibilidade da empresa é abalada e como o valor intangível da marca está, em grande medida, baseada na sua credibilidade, isso impacta fundamentalmente no seu valor.
O ranking completo, com as 100 maiores marcas, pode ser acessado no site da Interbrand.
Áudio do Pitaco na CBN