Segundo pesquisa realizada pelo instituto alemão GfK, o nível de confiança nos publicitários e jornalistas aqui no Brasil atingiu 65% e 66%. Já os dados na Europa e EUA foram bem menores, alcançando apenas 28% e 41%. O tema de discussão do Pitaco é justamente esse: se as pessoas não confiam nos publicitários e jornalistas, porque as mensagens passadas por eles funcionam?
Veja a reportagem original aqui.
Pitaco do André:
Acho que as pessoas não acreditam nos publicitários justamente por termos aquele esterótipo de mentiroso e manipulador. Isso ainda acontece em alguns casos, mas a mudança de posição do consumidor impede, e muito, que a publicidade seja manipulada, pois qualquer indício de fraude acarreta um efeito negativo que atinge ma escala global e destrói a reputação de um produto em pouco tempo. Para ser publicitário hoje em dia a pessoa deve entender que ela também é consumidora, e enganar alguém é enganar a si mesma. Fiz um artigo sobre esse tema no site Casadogalo.com.
Pitaco do Wagner:
Acho que não dá para colocar na mesma cesta de confiança os números de Europa e EUA com os do Brasil. Lá no primeiro mundo, o leitor/expectador é muito mais consciente, consome informações em volume e qualidade incomparavelmente maior do que aqui. Só por esse motivo, o senso crítico os tornam mais rigorosos. No Brasil, entre outros infindáveis motivos, jornalistas e publicitários são tratados como famosos pelas pessoas. Este cara aqui até já distribuiu autógrafo…
Pitaco do Gustavo:
Os dados da pesquisa da GfK, no que se refere à credibilidade de jornalistas, reflete em boa medida as conclusões da pesquisa da Nielsen, publicada aqui no Pitaco há alguns dias (aqui), que fala sobre a confiança dos consumidores nos diversos tipos de mensagens publicitárias. A confiança, nos jornais por exemplo, decresceu 2% nos últimos dois anos e a baixa confinaça nos jornalistas confirma esta tendência.
Quanto ao publicitário, a baixa credibilidade vem, na minha opinião, da eterna parcialidade. O publicitário está sempre defendendo uma idéia, um produto. Eu, sinceramente, não vejo relação entre a baixa credibilidade do publicitário e o sucesso das campanahs, por um motivo muito simples: quem de nós (está bem, nós não somos parâmetro), ou melhor, quem além de nós publicitários pensamos algo como: “nossa, que anúncio fantástico, quem será que fez? será que a agência é confiável?” Ninguém. As pessoas simplesmente se encantam, se emocional, se convencem – ou não. A marca e a própria propaganda carregam sua bagagem de credibilidade.
Já falando da diferença entre os resultados no Brasil e na Europa e nos EUA, concordo plenamente com o Wagner.