O presidente do Grupo de Planejamento, Ulisses Zamboni, concedeu uma entrevista ao CENP em Revista de Junho e fala um pouquinho sobre a postura de um planejador nos diversos modelos de agências existentes, das multinacionais às pequeníssimas. Segundo Zamboni, as pequenas agências tem um grande trunfo quando o assunto é planejamento: a ausência de burocracia. Desta forma, consegue-se entender planejamento como algo orgânico e não como um departamento. Por esse motivo, todas as pessoas podem se envolver no processo e alcançar bons resultados. Sobre o perfil do planejador, Ulisses deixa claro que a pessoa deve ser, acima de tudo, criativa e fora dos padrões. A “despadronização” abre a mente do planejador e faz com que ele busque sempre novos caminhos para comunicar-se. Esse pensamento é de suma importância quando o cliente tem um produto considerado “comum”. Ele também deixa claro que afastar-se dos modelos de comunicação já existentes é um erro, e que identificar os problemas para encontrar estratégias diferenciadas é o melhor caminho para o sucesso. O pitaco debate os pontos de vista adotados por Zamboni e sobre o papel do planejador nas agências. Bom pitaco!
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Pitaco do André:
Olha, é difícil eu concordar 100% com a opinião de uma pessoa, mas dessa vez tenho que tirar o chapéu. A publicidade de hoje não depende mais de um único departamento (criação) e o planejador é imprescidível nas agências. Também concordo quanto a agilidade das pequenas agências, não é à toa que as “hotshops” são cada vez mais comuns, equipes menores, eficientes e entrosadas, capazes de entregar grandes demandas com qualidade e rapidez. Na publicidade, tamanho não é mais documento
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Pitaco da Aline:
De fato esta nova realidade de uma equipe enxuta já havia chamado a minha atenção pois os escritórios de design tem seguido esse “modelo” e tem obtido sucesso.O que o Ulisses Zamboni disse é algo a se pensar muito, ainda mais quando se fala em resultados. Eu sempre levei bronca por ser fora do padrão demais, quem sabe não seja uma coisa boa? finalmente :p
Pitaco do Wagner:
Acredito que toda estrutura enxuta valorize os talentos individuais. E isso vale também para o mercado publicitário (por que deveria ser diferente?). A grande sacada aqui é a ausência da burocracia (porque não faz falta mesmo) em pequenos times. Choveu no molhado, mas a água dessa chuva tem um cheiro de novo. As pequenas e pequeníssimas (empresas ou agências etc) têm o poder do frescor que os gigantes já perderam. E não há sabonete ou desodorante que renove esses odores das grandes.